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Tive uma ideia! E agora, como desenvolver uma pesquisa acadêmica?

7 dicas para fazer uma boa pesquisa acadêmica + sites para encontrar artigos, teses e dissertações

Miliane Fantonelli, Eduardo Dalmarco e Marina Soares

Depois de ler alguns textos que instigam nossa curiosidade por determinado assunto, é natural surgirem ideias e questionamentos. E quando isso acontece na nossa vida estudantil, esse é o ponto em que começamos a pensar: tenho um bom assunto para fazer uma pesquisa acadêmica

E, de fato, esse é o começo! Mas, a partir disso, precisamos fazer um bom problema de pesquisa, que esteja coerente com os objetivos que pretendemos desenvolver. 

Acompanhe com a equipe de Produção Científica do Bridge um conteúdo exclusivo com técnicas para fazer uma boa pesquisa acadêmica (e dicas bônus)!

A pesquisa da pesquisa

Para desenvolver uma boa pesquisa acadêmica, essa é nossa dica de ouro: é preciso confirmar se o nosso problema é inovador e relevante para área. Por isso, para que possamos desenvolver nossa pesquisa propriamente dita, precisamos fazer uma pesquisa prévia. 

“Ué, uma pesquisa da pesquisa?!” Exatamente!

Vamos ver as dicas desse conteúdo:

  1. Use as palavras-chave do seu problema para fazer a pesquisa;
  2. Utilize as bases de dados científicas para fazer a busca. 
  3. “Mas existem muitas bases! Qual escolho?” Para isso, leve em conta a área do conhecimento que você pretende desenvolver sua pesquisa.
  4. Para a sua pesquisa ser ainda mais rica, busque palavras-chave em outras línguas. Assim, você poderá encontrar estudos sobre qualquer assunto em inglês, espanhol e outros.
  5. Quando iniciar a sua pesquisa, não se esqueça de filtrar o lapso temporal que você pretende pesquisar;
  6. Leve as referências bibliográficas para discussão no seu grupo de pesquisa, com o seu professor orientador, para que, em conjunto, seja possível chegar a um consenso do que é viável pesquisar.
  7. A partir disso, você terá um bom material para lapidar seu problema de pesquisa e/ou continuar realizando o seu trabalho a partir das referências bibliográficas selecionadas;

Quais bases de dados usar em uma pesquisa? 

Como já comentamos na dica 3, escolher a base de dados passa pela consciência de quais são as mais indicadas na área de conhecimento que você está pesquisando. Mas pode ser que precise recorrer a mais de uma base de dados, para que a pesquisa seja satisfatória. 

Um exemplo prático que a equipe de produção científica do Bridge está desenvolvendo! A pergunta da nossa pesquisa é:  How do the CDSSs classify, inform and limit physician prescription in cases of drug-drug interactions? (Em português “Como os CDSSs classificam, informam e limitam a prescrição médica nos casos de interações medicamentosas?”)

Embora seja um assunto relacionado a tecnologia e desenvolvimento de sistemas, envolve um conhecimento sobre interações medicamentosas. Ou seja, é necessário buscar a informação em bases de dados da saúde também. 

Por isso, optamos por pesquisar nas bases:

  • PUBMED (A mais conhecida e importante da saúde);
  • EMBASE (Com grande número de estudos clínicos envolvidos e publicados);
  • LILACS (Base de dados de saúde da américa latina e Caribe);
  • Google scholar (conhecido como literatura cinzenta, ou que precisa ser avaliado com cautela após encontrado material que se encaixe ou responda a pergunta de pesquisa).

Não existem apenas essas bases sobre o assunto. Podem ser consultadas bases específicas para encontrar dissertações e teses: a PROQUEST ou o Banco de Teses e dissertações da CAPES, por exemplo.

E a dica bônus é conhecer essas outras bases renomadas:

  • Scopus: o SciVerse Scopus é um banco de dados de resumos e citações de artigos para jornais e revistas acadêmicos! Lá você encontra cerca de 19,5 mil títulos de mais de 5.000 editoras internacionais. Ah, e ainda tem a cobertura de 16.500 revistas peer-reviewed nos campos científico, técnico e de ciências médicas e sociais.

  • ERIC: o site Educational Resources Information Center, ou ERIC, é uma base de dados desenvolvida pelo Departamento de Educação dos Estados Unidos. A base disponibiliza conteúdo da área da educação e temas relacionados. Lá você encontra artigos de periódicos, anais de congresso, conferência, documentos governamentais, teses, dissertações, relatórios, bibliografias, livros e monografias.

Existem também outras bases de dados como a OpenGrey, que é multidisciplinar.

Ainda existe a possibilidade de solicitar ajuda de um profissional bibliotecário, que está sempre a disposição na Biblioteca da UFSC para ajudar nas suas buscas! Eles disponibilizam tanto uma lista com as bases de dados, organizadas por ordem alfabética, quanto cursos de capacitação sobre o assunto. 


Esperamos que essas dicas ajudem você a pesquisar academicamente, de forma mais fácil, mas com todo o rigor científico que é necessário ao trabalho!

Então, bora iniciar a pesquisa?!


Se você curtiu esse artigo, dá uma olhada nos outros conteúdos que temos no blog do Bridge!


O Laboratório Bridge atua no Centro Tecnológico da Universidade Federal de Santa Catarina (CTC/UFSC), com equipes formadas por bolsistas graduandos, pós-graduandos e profissionais contratados. É orientado por professores do CTC e do Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFSC).

Desde 2013, desenvolvemos sistemas e aplicativos para gerenciamento da saúde pública em parceria com o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

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