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O que esperar do futuro da saúde digital?

Neste Dia Mundial da Saúde, o CEO do Laboratório Bridge conversa sobre as possibilidades da área – e como queremos ajudar a alcançar esse futuro

Conteúdo produzido por Jades Hammes

Quando falamos em saúde, logo pensamos na ausência de enfermidades. Mas saúde, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é o estado de completo bem-estar físico, mental e social, ou seja, é estar saudável. Por isso, o Dia Mundial da Saúde, comemorado em 7 de abril, foi criado em 1950 pela OMS para contribuir com a melhoria da qualidade de vida através de trabalhos de conscientização, levando mais informação a todos sobre o que de fato é saúde. 

Ainda assim, para situações em que nossa saúde está debilitada, precisamos de remédios, apoio, ferramentas de diagnóstico, profissionais qualificados, assistência e cuidado. Para que tudo isso seja ofertado de maneira segura, a ciência avança constantemente, através de pesquisas que auxiliam no aprimoramento de técnicas de diagnósticos, tratamentos e prognósticos. Tudo isso para oferecer uma melhor qualidade de vida às pessoas.

Junto, caminha a união entre a medicina e tecnologia, desenvolvendo ferramentas e soluções que facilitam o acesso da população à saúde.

Por isso, nesse contexto, a chamada informática em saúde é cada vez mais forte e mais importante

Por exemplo, na pandemia, cresceu significativamente o uso da telemedicina no Brasil – com reconhecimento, claro, do Conselho Federal de Medicina. Temos também o uso constante de inteligência artificial para melhorar a precisão e velocidade de diagnósticos, auxiliando o profissional de saúde na triagem de doenças. 

É sobre isso que vamos falar hoje!

Para onde vai o futuro da tecnologia em saúde?

A praticidade da tecnologia beneficia a todos e, devido a conectividade, temos uma maior eficiência em operações em todos os setores – e, na saúde, ainda há muito espaço para crescimento. Atualmente, viajar e usar o cartão de crédito em qualquer canto do mundo é normal; podemos sacar dinheiro de uma conta do Brasil em outros países sem muita burocracia.

Ou seja, os bancos “se conversam” em tempo real.

Agora, imagine uma conectividade destas na área da saúde?

Se você passa mal numa viagem e, ao chegar num atendimento médico, o profissional conseguisse visualizar todo o seu histórico clínico, os medicamentos que você usa, seus problemas de saúde, alergias… Não importa onde você estivesse, em qualquer lugar do mundo. Fantástico, né? 

Essa é apenas uma das vantagens da saúde digital: usar os recursos de tecnologia da informação e comunicação para produzir e disponibilizar informações confiáveis sobre o estado de saúde de uma pessoa, no momento em que o profissional de saúde precisa, beneficiando o paciente!

É uma tendência na evolução da informática em saúde, onde  instituições diferentes possam “conversar”, sejam elas públicas ou privadas, no Brasil ou no mundo. Chamamos isso de interoperabilidade

Embora ainda haja um bom caminho a ser percorrido para uma interoperabilidade internacional, em alguns países essa troca de informação em saúde já existe dentro do próprio território.

No Brasil, temos um projeto bem interessante: aqui contamos com a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), uma plataforma nacional de troca de dados em saúde instituída pela Portaria GM/MS nº 1.434 de 28/05/2020. 

A RNDS faz parte de um programa do Governo Federal voltado para a transformação digital da saúde no Brasil. O objetivo é promover a troca de informações, permitindo a transição e continuidade do cuidado nos setores públicos e privados, sempre com o uso ético dos dados de saúde.

Bom lembrar que a RNDS não é um sistema de informação, mas sim um mecanismo para conectar sistemas de informação. No Brasil, o DATASUS é o responsável por esse projeto de interoperabilidade.

E como o Bridge atua nesse futuro?

Ainda no exemplo da interoperabilidade, o e-SUS APS Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), desenvolvido pelo Laboratório Bridge, é um agente integrador da RNDS. Um profissional médico que trabalhe num município que usa o PEC, sistema do Ministério da Saúde para a Atenção Primária em Saúde, e o mesmo está configurado para acessar a RNDS, já possui, em qualquer lugar do Brasil, acesso a alguns dados da pessoa que está sendo atendida.

O registro de vacinação e exames de COVID-19 é um exemplo. É possível que o profissional consulte esses dados, não importando onde foi realizado o exame ou vacina e onde a pessoa está sendo atendida.

O e-SUS APS PEC, para além de ser um agente integrador à RNDS, é um dos produtos que o Laboratório desenvolve para a saúde pública. Atualmente, a estratégia de informatização processa mais de 1,5 milhões de registros diários, e já possui em seu banco de dados nacional mais de 5 bilhões de registros clínicos.

Aqui no Bridge, promovemos melhorias e ações para uma saúde pública mais qualificada, através da tecnologia e que impactem a vida dos brasileiros e brasileiras. 

A estratégia processa mais de 1,5 milhões de registros diários

Inovamos também ao criar para a ANVISA o Registro Nacional de Implantes, para rastrear próteses, órteses e stents coronários implantados em pacientes da rede pública e privada. Através do SISMOB Cidadão, um aplicativo público e gratuito que gera transparência e controle de gastos, possibilitamos que o cidadão fiscalize obras da saúde. 

Na pandemia, entregamos para o Ministério da Saúde a plataforma do Brasil Conta Comigo, uma solução para auxiliar os gestores locais na busca de profissionais dispostos a atuar na assistência à saúde.

E nosso outro produto, o Sistema de Informações Gerenciais do Pró-Residências, permite a gestão de informações de programas em residência médica e multiprofissional com autonomia e transparência para as instituições de ensino.

A nossa contribuição usando tecnologia e inovação para a saúde, até então, é um pedacinho do que queremos construir e entregar para o Brasil. Muito ainda está por vir.

No e-SUS APS PEC, por exemplo, nos próximos quatro anos iremos desenvolver diversas novidades: prontuário para a Saúde Indígena, prontuário para a Atenção Especializada, módulos com inteligência clínica para o apoio aos profissionais de saúde, tecnologias para apoio a tomada de decisão, otimizar ainda mais sua usabilidade, entre outras melhorias!


E aí, curtiu entender melhor o conceito de saúde e o que o futuro reserva? Então, para continuar acompanhando as inovações digitais na área da saúde, nos siga nas redes sociais e acompanhe nosso blog. Toda semana tem conteúdos novos!

E um lembrete final: por mais que a ciência e a tecnologia avancem, a prevenção ainda é o melhor remédio para ser verdadeiramente saudável. Então, mantenha uma alimentação equilibrada e pratique atividades físicas. Essa é a maneira mais apropriada para comemorar o Dia Mundial da Saúde!


O Laboratório Bridge atua no Centro Tecnológico da Universidade Federal de Santa Catarina (CTC/UFSC), com equipes formadas por bolsistas graduandos, pós-graduandos e profissionais contratados. É orientado por professores do CTC e do Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFSC).

Desde 2013, desenvolvemos sistemas e aplicativos para gerenciamento da saúde pública, em parceria com o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), e educação pública, em parceria com o Ministério da Educação.

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