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Tempo de Leitura: 4 minutos

Por que medir a agilidade do time através da Roda Ágil – e como pôr em prática

Nesse case interno, confira porque decidimos pela ferramenta e como progredimos a maturidade ágil das nossas equipes!

Conteúdo produzido por Amanda Bressan Fogaça e Marina Soares.

A sua organização analisa a maturidade ágil das equipes de trabalho? 🤔

As metodologias ágeis são ferramentas cada vez mais utilizadas pelas organizações que buscam inovar a gestão de projetos. Isso porque essas mentalidades possuem a capacidade de acelerar os projetos e melhorar os resultados.

Aqui no Laboratório Bridge, depois de algumas adaptações, passamos a utilizar a Roda Ágil, uma ferramenta eficiente para visualização dos pontos passíveis de melhoria dentro do trabalho de cada time.

O processo de implementação de um modelo para mensurar a maturidade ágil do time não precisa ser complicado, nem desgastante. Se você quer saber por onde começar a aplicar a Roda Ágil na sua equipe, quais vantagens ela oferece e se o resultado vale a pena, vem com a gente. Tudo isso você confere neste artigo! 👇

  • Como começamos a implementação no Bridge?
  • Por que a Roda Ágil?
  • Como aplicar?
  • Vantagens da Roda Ágil
  • Resultados obtidos
  • Relato de Scrum Master

Como começamos a implementação no Bridge?

Um pequeno resumo da nossa história com a agilidade. Começamos a desenvolver a mentalidade ágil no Laboratório Bridge lá em 2014, quando foram criadas as primeiras equipes ágeis da organização. Desde então, diversas práticas foram desenvolvidas, como a utilização do Método Kanban e a execução das cerimônias do Scrum. 

Outra iniciativa importante (e uma dica valiosa para a sua equipe ou organização) foi a realização de Workshops de Scrum para os Scrum Masters, que estão diretamente envolvidos com a implementação da mentalidade ágil nas equipes. Assim, desenvolvemos cada vez mais um novo e melhor modo de trabalho.

Em 2020, evoluímos o processo. Os Scrum Masters, em conjunto com a equipe de Melhoria Contínua, identificaram a necessidade de mensurar a maturidade ágil das equipes. O objetivo era facilitar a visualização dos pontos de melhorias específicos de cada equipe.

Essas evoluções nos processos andam junto com o principal propósito da equipe de Melhoria Contínua, de investir na evolução dos times para que eles se tornem mais autônomos e tenham resultados melhores e alinhados aos clientes.

Por que a Roda Ágil?

Após realizarmos uma varredura teórica a respeito dos modelos de maturidade existentes, chegamos à conclusão de que o assessment Roda Ágil, desenvolvido pela Ana G. Soares, seria o mais adequado para o Bridge. 

O modelo se destaca pela facilidade de aplicação e clareza dos resultados, tornando possível a visualização de pontos de melhoria e posteriores desdobramentos em planos de ações.

Como saber se a Roda Ágil se adequaria à sua equipe? Primeiro, saiba que através  desse modelo, é possível mensurar a maturidade dos times ágeis levando em consideração 4 pilares:

  • Valor a todo instante: Relacionado ao alinhamento e satisfação do cliente e posterior entrega de valor.
  • Pessoas sensacionais: Associado às práticas da equipe e seus membros.
  • Segurança é um pré-requisito: Relacionado às práticas de desenvolvimento dos times ágeis e seus códigos.
  • Experimente e aprenda rápido: Analisa a maturidade da equipe em relação a práticas ágeis, isto é, desde compartilhamento de conhecimento dentro da equipe até métricas e ferramentas utilizadas pela equipe.
Os 4 pilares divididos em quadrantes.
Imagem 1: Ana G. Soares

Como aplicar?

Dentro de cada pilar, existem categorias. Para cada categoria existem perguntas que auxiliam o time a dar uma nota. As notas são de 1 a 5, sendo 5 o atingimento de maturidade plena naquela categoria. 

Hoje estamos na 4ª aplicação da Roda Ágil no Laboratório Bridge. A cada aplicação, fomos aperfeiçoando a ferramenta para estar cada vez mais adaptada às nossas necessidades. Ou seja, você pode ir adequando a Roda à realidade e necessidade da sua equipe.  

Na 1ª aplicação, realizamos um estudo aprofundado sobre as perguntas relacionadas a cada categoria e fizemos algumas adaptações. Na 3ª aplicação, evoluímos algumas perguntas. E, por fim, estamos chegando à 4ª aplicação, onde melhoramos outras questões, trazendo exemplos do que deve ser considerado para quantificar a categoria. 

Além disso, incluímos descrições para cada tópico. É uma dica simples que, se feita desde o início da aplicação da Roda Ágil, facilita a compreensão dos novos membros das equipes para os times ágeis. E tem outro plus importante nas organizações: o processo de onboarding também é otimizado.

Vantagens da Roda Ágil para o Bridge

Aqui no Bridge, as equipes do projeto e-SUS APS já utilizam a Roda Ágil para mensurar a maturidade do time e traçar planos de ação. A melhoria nos processos e resultados com a utilização do modelo é clara e, com as modificações feitas nas aplicações, também é constante.

Através da Roda Ágil, seguimos em constante evolução dentro dos times ágeis. A ferramenta proporcionou mais um momento de discussão entre o time, que consegue desenvolver planos de ação que guiem a equipe na busca pela melhoria contínua.

Resultados obtidos

Agora, vamos para a parte boa: os resultados!

Para analisar os efeitos de cada aplicação da Roda Ágil, colhemos dados médios entre todas as nove equipes envolvidas. Dá uma olhada no progresso geral:

Aplicação1ª Aplicação (Set/2020)2ª Aplicação
(Dez/2020)
3ª Aplicação
(Abril/2021)
Média Geral3,573,844,11

Lembra que lá no início falamos que a maturidade ágil era medida entre 1 a 5 na Roda? Então, o progresso em relação a maturidade ágil das equipes aqui no Bridge é bem claro, com o aumento constante das notas em cada aplicação.

O crescimento gradual prova a eficiência do modelo e a importância de uma ferramenta que melhore a agilidade das equipes. Aqui no Bridge, a Roda Ágil vem funcionando muito bem. E aí, te convencemos a analisar a maturidade ágil do seu time? Se ainda não, confira o relato do Felipe Calistro, um dos Scrum Masters do Laboratório, que trabalha diretamente com a Roda Ágil. 

O Laboratório Bridge atua no Centro Tecnológico da Universidade Federal de Santa Catarina (CTC/UFSC), com equipes formadas por bolsistas graduandos, pós-graduandos e profissionais contratados. É orientado por professores do CTC e do Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFSC).

Desde 2013, desenvolvemos sistemas e aplicativos para gerenciamento da saúde pública em parceria com o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

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